A calma que preciso

WP_20171005_09_50_07_Pro.jpg

São mais de quatro horas por dia na água. Um restaurante que só serve jantar a duas pessoas. Um povo afável, que ri, e se contenta com pouco. A vista é deslumbrante e a vila, colonial, cheia de história. Mal recupero o fôlego e já tenho de ir em busca de mais um lugar, mais uma descoberta. Sinto-me como peixe na água, tenho muito peixe no prato e estou rodeado de muita água. E sim, perto de muita água sou muito feliz. Permito-me o luxo de parar e olhar de fora, vendo-me ver. E através dessa experiência agarro-me com mais força ao momento nítido e lúcido de aceitar esta condição de ser um eterno insatisfeito. Para mim não basta a alegria de poder viver esta experiência, e juntá-la a tantas outras. É preciso aprender e tirar o máximo partido que posso dela. E assim me faço misturar na paisagem, pisando devagar esse chão, como se fosse sagrado. Cada passo é criar um caminho. E tenho caminhado muito, o que juntando ao muito tempo de água me diz que estes dias têm sido de sonho. Ando menos introspetivo e mais calmo. A calma faz-me bem e há muito tempo que não me sentia assim…

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Não categorizado. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s