Ensaio sobre a gentileza necessária

Quando a consciência aperta há a tendência para criar um mundo encantado de fantasia onde monstros e demónios são criados, e sentimentos são inventados. Se somos adultos, vamos assumir as nossas responsabilidades e enfrentar a realidade tal como ela é. Os factos não necessitam de divagações ou invenções: estão aí para serem vistos. Quando é necessário imaginar sentimentos nas outras pessoas, tentar arranjar desculpas para sentir raiva ou outro qualquer sentimento negativo, então é melhor parar para pensar que tipo de caracter temos. Talvez eu seja inocente, mas quando as pessoas me dizem sentir algo por mim ou me escolhem para trabalhar ou amar, eu acredito. Acredito na sinceridade das pessoas quando choram. Acredito que uma lágrima contém dor e não apenas a desculpa imaginária para os seus comportamentos. Um dia, alguém que já me tinha cozinhado nas malhas da intriga, veio a chorar contar-me das suas tragédias e do futuro incerto. Comoveu-me o arrependimento e a destruição interior. Acreditei com a inocência de quem espelha o futuro como o que as pessoas podem vir a ser, e nem tanto como elas são. É muito melhor viver com a ilusão de que o mundo ainda pode ser um lugar bonito, do que ter na cabeça que tudo o que nos dizem é mentira… Ajudei e disse-lhe: vai e merece. É que eu teimo em querer acreditar que as pessoas podem merecer e mudar, se quiserem. Não é necessário inventarem histórias e defeitos a meu respeito. Não precisam esforçar-se por criar mentiras sobre o que sinto por elas ou por alguém. Quem me conhece sabe que sou transparente, quem não me conhece pode ler-me nestas páginas. Digo o que penso. Proclamo a Verdade mesmo quando ela me custa mais a dizer que aos outros a ouvir. E dizer a Verdade faz as pessoas se afastarem de mim. Ninguém quer ouvir, ou está preparado para enfrentar a realidade. Vivemos no mundo da Mentira porque as pessoas inventam as suas desculpas, os seus ódios, os seus problemas e vivem disso. Fazem da inveja e mesquinhez o seu lema. Pois não me convidem. Não tentem manchar o meu trajeto com a mentira de um sentimento, colocar no meu coração o que não existe, usar o seu mau caracter para tornar menos pervertida uma culpa que nunca poderá ser minha. Recebo na minha vida, e no meu trabalho, as pessoas de braços abertos. Defendo-as com unhas e dentes. Procuro conseguir, para cada uma das pessoas que busca em mim refúgio, uma solução. E quase sempre soluciono o problema. Depois, no meio da sua ingratidão e do seu mau caracter, não adianta inventar bullying ou sentimentos, dizer que sabem o que imaginaram, ou que vêm o que não viram. Se a consciência diz que és uma má pessoa, que não prestas e estás a agir mal com alguém que te cuidou e amou, seja mãe, amor ou colega de trabalho, não inventes motivos para perpetuar uma situação injusta e de má índole. Resolve-a e não percas tempo a tentar aliviar a culpa com histórias e sentimentos que desconheces. O Mundo agradece… Há duas ou três pessoas que me devem um pedido de desculpas sincero, para além de dinheiro e muito agradecimento pelo que fiz por elas. Há muitas pessoas que me deveriam agradecer o que mudei nas suas vidas e como permiti que evoluíssem pessoal e profissionalmente. Mas no fim de contas, não preciso nem do agradecimento, nem do reconhecimento. Eu fiz de coração aberto e sincero. A única coisa que preciso, mereço e sei que não deveria pedir, é respeito. De resto, as duas bofetadas virtuais a quem inventa motivos para se desculpar chegam na forma de um carinho. Ao ódio respondo com mais doçura. O Mundo precisa de gentileza e de mim, nem um ódio ou inveja. Invejo-me a mim mesmo. Rego-me de invejas sobre as minhas conquistas, e só isso. O Mundo necessita de gentileza. E a idade tem-me trazido a gentileza própria de quem se sente satisfeito e realizado com as conquistas. Não adianta me odiarem pelas Verdades que digo ou escrevo. Se ao menos me mostrassem que estou errado… com gentileza.

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