Ensaio sobre o amanhã…

Tenho um hábito interessante de achar que o melhor da Vida ainda não vivi. O dia de amanhã tem tudo para ser melhor que o de hoje e o pessimismo não é, de todo, algo que me apeteça ter agarrado à pele. E isso aplica-se a tudo. Na minha vida profissional, apesar de tudo correr muito bem, penso que o dia de amanhã só pode trazer-me surpresas e a evolução será natural e proporcional ao meu empenhamento e à minha dedicação. E se assim não for, as coisas acontecem, ou não acontecem, por um motivo e o que hoje parece um mal irremediável, amanhã será uma doce alegria! O facto de dia após dia acordarmos, é já uma vitória. E não devemos esquecer que o Mundo gira mesmo quando nos sentimos parados…. Se a vida profissional exige uma dose sincera de desprendimento material e de ambição, a vida pessoal não pode ser diferente. Pelo contrário. A única exigência que devemos ter é a da coerência e de amor-próprio. Estar só, olhar ao espelho e aceitar todas as imperfeições sem maquilhagem, é apenas um pequeno passo. Os defeitos são uma parte de nós tão importante quanto as qualidades. E é inegável que o dia de amanhã só pode ser melhor se perante as diferenças e igualdades conseguirmos manter o que nos distingue. E é isso que hoje me surpreende. As pessoas, de maneira geral, não querem ser únicos. Preferem correr atrás da manada. E surpreendentemente vivem com uma necessidade absurda de agradar e manter amizades com toda a gente. Mesmo quando essa “outra gente” não merece mais que um leve cumprimento. Tão leve e educado quanto possível. Choca-me essa necessidade patológica de tolerar tudo o que é feito em nome de amizades que não são mais do que manutenção de interesses e o estúpido preenchimento de um vazio interno que não deve existir. Não digo com isto que gosto da solidão mas aprendi, com os anos, a apreciar o silêncio que se faz quando nas madrugadas penso em quase tudo e ao mesmo tempo em quase nada. Uma pessoa que não aprecia as horas a sós, não é nem poderá ser feliz sem que resolva de uma vez por todas aceitar a solidão. Só assim, gostando da evolução da sua própria personalidade e postura, pode atrair coisas boas e gente boa. E isso, infelizmente, já não abunda. Lamento, mas é a minha mais sincera opinião. Há muita gente “especial” por aí. Há muita gente boazinha. Mas gente boa, não há. Não há muita gente que se preocupe mais com a maneira como constrói as coisas do que com o tamanho das contrucções. E assim as pessoas se vão enganando sobre o que realmente interessa sem, no entanto enganar todos os que estão atentos ao desenrolar das histórias. E cada vez tenho menos paciência para as histórias mal contadas, para as pessoas mal resolvidas. O meu dia de amanhã será melhor que o de hoje se evoluir e não consentir o regresso do passado. Por mais feliz que possa ter sido. Por mais que me possa parecer apelativo. O que ontem me satisfez, hoje é apenas um aperitivo. A exigência é maior e a insatisfação, a inquietação e o desassossego são presenças constantes quando revejo a minha história. Fui muito burro. Mas de todas as coisas aprendi o que podia. Fui muito usado mas em vez de gasto, ganhei músculo. Fui extremamente sorridente mas muitas vezes sorri sem saber que o sal pode cobrir o brilho dos dentes. Aprendi. E o dia de amanhã é sempre melhor que o dia anterior. Quanto mais não seja por fazer parte do grupo de pessoas que se levanta com saúde, força, determinação e boa disposição mesmo quando tudo parece correr mal! O que não podemos esquecer é que “tudo parece”. E nem tudo o que parece, é… Mais direi, quase nada do que parece, realmente é…

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