Ensaio sobre ser filho da outra!!

Já poucas coisas me espantam na vida. E poucas pessoas. Aprendi há muito tempo a esperar pouco das pessoas e a andar com os dois pés na terra e a cabeça entre os ombros. E como sou muito baixo, a cabeça fica sempre muito mais perto dos pés do que do céu… Sendo assim, vivo preparado para quase tudo mas ainda assim, há alturas em que respiro fundo para medir o nível de poluição no ar. É que leio e vejo coisas, que me fazem pensar que a Natureza Humana tem algo de perverso e doente que jamais se curará. E muito embora, verdade seja dita, eu próprio tenha de lidar com sentimentos menores que por vezes me assaltam, é incompreensível ver pessoas aparentemente inteligentes e trabalhadoras com um desequilíbrio tão óbvio que só 2 linhas chegam para o identificar. Mas pior ainda é a evolução desesperada que se nota nas suas vidas. Que se lê nas entrelinhas, que vê sem mudar de óptica ou plano. A Natureza Humana é estranha. Mas muito mais estranho é não conhecermos de verdade quem nos rodeia. Pessoas que perdem a cabeça e a razão no sentimento frustado de pensarem que são muito melhores do que são. Pessoas que trazem na ponta da língua as respostas que ainda não podem dar, por não se questionarem. Pessoas que moem e remoem o sucesso e o insucesso do alheio e do divino. Pois que seja feita a sua vontade e que se crie um mundo imaginário onde as coisas acontecem como as idealizaram. Que se leve ao colo e se diga o que se pensa, ainda que se pense tão pouco. Assustadoramente pouco… Há pessoas assim. Que vivem da aparência de uma vida feliz ou do “fingir que não se vê”. Do “fingir que não se sabe”. Mas no fundo, lá bem no fim do xanax diário, sabem que tudo é fumo. É névoa cinzenta e lama. Não existem pessoas assim tão ingénuas, nem gente assim tão burra. Por isso, e só por isso, não acredito que não sabem o que andam a fazer. E o que dizem. Mesmo quando lhes parece normal e óbvio, devem chegar à triste vergonha de uma pálida imagem que transmitem. Tão pálida quanto as histórias absurdas e as aventuras ridículas. Sempre fui crítico quanto a esta Natureza pseudo selvagem. Pseudo cool e pseudo moderna. Selvagem é crescer a cada dia com os pés no chão e os joelhos esticados. Pernas bem seguras. Ser cool é acima de tudo ser feliz sem medicações ou lamentações. Ser moderno é ser culto. Nada é mais actual, nada é mais contemporâneo que ser culto. Ler livros, ouvir música, ver peças de teatro, ver concertos, ir ao cinema… Ter conhecimento, para lá do google e da wikipédia, é ser moderno. É estar à frente do seu próprio tempo, um tempo que precisa de uma rede, de uma internet que ninguém sabe onde está nem quem é, para que o conhecimento exista… Ás vezes fico abatido por ser incapaz de explicar o quanto percebo que as pessoas se estão a despistar e é impossível evitar que sigam esse caminho. Cada um sabe, por si, que caminho seguir. Tenho pena que pessoas que podiam fazer coisas interessantes. Ser interessantes. Pouco mais sejam que uma sombra do que outrora pareciam ser… E se a sombra não lhes pesa, pois que tente ofuscar quem passa. E que consiga. Ás vezes é muito melhor viver na sombra, sentado na beira da àrvore que nos enche de vida, que andar sobre andarilhos de madeira, tão perto do sol que um dia se queimarão pela sua própria ânsia de crescimento. Vivo extremamente bem com o sucesso e o insucesso. O que realmente interessa é chegar ao fim do dia e adormecer com um sorriso nos lábios. Há coisas que não merecem mais que isso: o leve sorriso da ironia. E sendo irónico: “De que me vale ser filho da Santa, melhor seria ser filho da … Outra”!! Uma das músicas que mais gosto: http://www.youtube.com/watch?v=XnVZjvKmvDI

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