Ensaio sobre a crítica

O que tenho contra os partidos políticos, é o mesmo que me faz desconfiar de teorias e idealogias. É preciso acreditar em algo mas a intimidação, e a defesa de ideais só porque sim, é uma coisa perigosa. A liberdade de ter projectos, de aceitar e recusar, de bater com a cabeça e de errar, é imprescindível. A defesa do que acreditamos ou pensamos conhecer é uma parte essencial na formação contínua do indivíduo que um dia vai deixar de estar. Só isso… O grande perigo que se corre, no abraço de idealogias, partidos ou até de gurus, é deixar de pensar livremente. Pensar que ter opinião é o mesmo que ter um clube de futebol. Defender com unhas e dentes o coração e deixar de lado a razão! Ver o que não existe só pela necessidade de defender não se sabe que bandeira, ou que clube. O meu clube é o da liberdade. Vou da esquerda à direita. Circulo entre o que me interessa com o mesmo desprendimento político e ideológico com que vivo. Muito me interessa o que dizem os outros, mas não sigo cegamente o que me vendem como certo. É preciso criar uma distância para não deixar de ser autêntico e verdadeiro. E dar espaço para que as pessoas possam cair nesse abismo que é a falsidade… Quanto mais ouvirmos, e mais atentamente rebater o que me serve como base teórica, mais guardo lá, onde as certezas deixam de ser absolutas e as pessoas deixam de ser honestas. E o pior é que de dia para dia vou ficando mais apurado. Mais sensível ao mínimo. Talvez seja um sinal dos tempos. Compram-se coisas, pensamentos, ensaios, teorias, políticas e por fim compram-se minutos de aparente conhecimento. O céu é o limite do conhecimento wikipediano. E na verdade o que realmente é seu? Que ideia fresca é essa que trazem para a sociedade geral e a sua vida em particular? Vão ser recordados pelas teorias batidas ao sabor da conveniência e necessidade de ascendência social, profissional e até amorosa! Há muito quem compre Amor com teorias baratas e cartões de desconto. Cartões de crédito sem plafond e notas de euro mal cunhadas. Tudo falso. Tudo plano. Tábua rasa e acaso de uma desevolução que pouco acrescenta, só diminuí. Mas viver é assim mesmo. São as prendas forçadas, os euros gastos e a intimidação. A desorientação total perante a exigência de acção. E os olhos de arrependimento, falsos, como tudo o resto que domina a vida. Não têm nada de autência. Nada de verdadeiro. Toca-se e sente-se o gelo assexuado, a distância oca entre um coração que pulsa e outro que não ouve, não sente porque sentir é demais. É verdadeiro! Vendem-se teorias baratas, políticas sociais sem definição ou sequer conhecimento do social. Apregoam-se democracias mas não se falam delas. São assim uma espécie de Deus num Olimpo dos tempos modernos, ocupado por gente de carne e osso. Gente finita. Com prazo de validade e dias contados. Não ficará sombra ou memória de tais deuses. Mas mesmo sabendo tudo isto, há quem prefira o caminho do económico. Há quem siga filosofias baratas e se convença de que são reais. Há muito quem continue com a cabeça na areia, julgando que vê mais do que o olho alcança. E com isso se vão destruindo amores, amizades e todas as chances de ter algo real e palpável na vida. É cada vez mais difícil. Absurdamente solitário e desesperante mas a única alternativa, para eu me manter fiel a promessas minhas que nunca ninguém quis ouvir, é seguir a minha opinião. Sem bandeiras, cores, ou clubes. Defendo-me o melhor que posso e sei. Não tenho filiação nem a cabeça decidida por quem passa na minha cama, ou por quem me agrada, ou pela televisão e pelo social. Nada nem ninguém está acima das minha análise crítica. Nem eu…

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