Ensaio sobre o programa de governo I

Parece que ando distraído e um pouco desatento. Parece que esqueci por uns tempos a política e mantenho-me à margem do que é este novo programa de governo. Mas tudo isto serve para dizer que nem tudo o que parece é. O meu total alheamento a este programa de governo não é mais do que um mecanismo de defesa de quem se sente muito atacado… Assim, antes de emitir uma opinião final e conclusiva sobre o que será o primeiro plano de ataque à crise por parte do governo de direita, tenho de ler. De ler com os meus próprios olhos ignorando a imprensa e a interpretação duvidosa de comentadores e comentários profissionais. Ainda não tive tempo para ler o programa. Ouvi os debates atentamente e tenho alguma expectativa para ler, palavra por palavra, aquilo que é o novo programa de governo… O blog tem a grande vantagem de deixar registado não só a opinião como o juízo de valor que sempre emite quem não está na pele mas sente o apertão. Alguns pontos foram já debatidos na assembleia e um novo imposto foi pensado. Tem, na minha modesta opinião, algo de mais positivo que a anterior penalização sobre os funcionários públicos: é de aplicação geral. Todos pagam uma factura que foi passada em nome de todos. Embora a dívida externa seja uma pesada herança que ninguém quer, a verdade é que o empréstimo tem o nome de todos os portugueses e eu gosto de tudo claro. Transparente. Se a legitimidade democrática existia, então todos os portugueses são responsáveis pelo descontrolo das contas. Os erros pagam-se e neste mundo globalizado tudo é uma questão de dinheiro. Assim sendo, e porque não podemos virar a cara aos problemas ou fingir que não existem, se é preciso mais dinheiro para pagar as contas que nos chegam, então todos devem contribuir excepto se ganham o ordenado mínimo. E esta parte do novo imposto, a universalidade, é positiva. O que realmente me deixa meio atordoado é esta capacidade dos nossos políticos para iludir a população. Em Maio era impensável aumentar imposto sobre o rendimento mas agora, apenas 2 meses depois, já faz todo o sentido. As pessoas estão fartas. Cansadas de verem o rendimento sobre o trabalho ser taxado de forma grosseira. Surge a promessa de que será um imposto pontual e único mas já ninguém acredita. Já não há fé que dure ou crença que nos possa salvar. Virão aí mais aumentos de impostos… É inevitável e expectável. No dia de votar, eu sabia que estas seriam medidas que qualquer partido teria de tomar. Face ao grave problema que temos não vejo grande solução. O nosso país não tem riqueza em excesso. Não temos diamantes, minerais, petróleo ou tecnologia de ponta. Temos apenas gente que trabalha. Muito. E é essa gente que terá de pagar o que poucos gastam a seu belo prazer. Eu só queria que os portugueses aprendessem a lição e fossem capazes de acabar de vez com este sistema de políticos corruptos e justiça conivente. Não me posso alongar porque pouco mais sei e não acredito nesta imprensa que selecciona o que pensam que eu quero ouvir. Logo que tenha todo o programa e o leia atentamente, farei a segunda parte de uma análise que não me apetece fazer mas da qual não posso fugir… Vou pedindo por aí, a quem encontro com capacidade e disposição, para entrar na política e mostrar que há vida para lá dos políticos e dos governos. Mil vezes escrevi, e mil vezes escreverei: as pessoas! As pessoas é que realmente importam. Os números são só números que servem só para complicar! Gente é vida. Gente é um país…

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