Ensaio sobre a dinamarca dia 6 e as memórias

Até há pouco tempo, ou não tão pouco assim, este dia era sagrado. Mais sagrado que qualquer outro. Provavelmente não teria vindo para a Dinamarca só por causa do dia 2 ou então teria de fugir apressado como um bandido. Este dia, junto com os do primeiro encontro, do primeiro beijo, da troca de anéis… ainda não estão esquecidos. Dificilmente os vou esquecer tão depressa quanto queria mas tenho fé de que um dia estes serão dias como outros quaisquer. Talvez seja por estar sozinho mas as memórias não dão tréguas… Comecei o dia cedo, para não variar. Não consegui relaxar nem descansar decentemente nestes dias. Vesti-me e fui directo à “old town”. Primeiro visitei o jardim botânico. Não se pode dizer que seja fantástico mas cumpre bem a sua função que é bem diferente dos nossos jardins botânicos. Este jardim botânico mostra a flora da Dinamarca e não uma pseudo amostra do que existe pelo mundo fora. Até porque desconfio que a grande maioria das plantas não ia sobreviver a este clima. O museu ao ar-livre é de facto um acontecimento. Cheguei ainda não eram 11 e só saí de lá eram 15, a esforço. Não consegui ver tudo mas as pernas já não ajudavam. Não é que a área seja muito grande mas são cerca de 70 edifícios. Sobe escada, desce escada. Lê placa, olha os objectos. Sobe rua, desce rua. É um dos melhores e mais bem organizados museus que vi. Podemos entrar nas casas que foram realmente transladadas, tijolo a tijolo, para aquela zona. Podemos tocar nos objectos e ver coisas que mais nenhum museu oferece. Andam animais à solta e a ponte sobre o pequeno rio que atravessa a vila parece fazer-nos recuar uns séculos… Fui ao centro da cidade, onde espero ir estrear o McDonalds, e regressei mais morto que vivo. As ruas estavam cheias de gente e haviam imensas barracas de bijuterias, pão e flores. Na praça principal havia uma feira de bicicletas que enchia de alegria crianças e adultos. Havia agitação, ainda que houvesse hora marcada para acabar. Tudo é assim. Tem hora marcada para acabar… Esta é a hora de acabar esta entrada. Estou a tentar descansar no hotel para ir provar o McDonalds. Certamente será bom e caro como convém ao português baixinho, pobre e com elevada preparação para a obesidade na velhice…

 

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