Ensaio sobre a dinamarca dia 5

Finalmente terminou o curso. As pessoas foram simpáticas e uma ou duas esforçaram-se muito para que o curso fosse agradavel mas foi demasiado intensivo e estava morto pelo fim. Almocei uns bifes recheados com queijo e mais umas coisas que não consegui identificar. Uma vez mais nao consegui escapar às batatas cozidas. Depois de almoço desci em direcção ao centro da cidade. Haviam pessoas por todo o lado. Eram 15 horas e a baixa da cidade fervilhava de gente e agitação. Afinal a cidade não é tão calma e aborrecida como parecia. É apenas uma questão cultural. Os dinamarqueses saem muito cedo do trabalho e vão para o conforto das suas casas. O frio não dá tréguas e é normal que regressem a casa para descansar. A cidade fica cheia de gente a fazer desporto a partir das 17. Acho bom mas um pouco mórbido porque o que eles chamam de “parques”, são na realidade cemitérios. Um horror. Aconteceu-me ir visitar 2 parques e eram 2 cemitérios! Gente louca, esta… Hoje brilhou o sol. Não posso dizer que o tempo “aqueceu” mas na realidade parece que para os dinamarqueses este foi um grande dia de calor pois todos estavam de t-shirt, calções e a comer gelados. A temperatura não deve ter ultrapassado os 10-15 ºC… Fui visitar o museu Viking. É pequeno, rápido de ver e muito eficaz. Tudo com uma organização que chega a assustar. Fui visitar também a catedral. Grande. Com pinturas nas paredes (muito semelhantes a arte rupestre….ah ah) e uma simplicidade que parece querer afastar-nos do facto deste ser um dos país mais desenvolvidos do mundo. Hoje voltou a acontecer-me estar com um mapa na mão e aparecer alguém a perguntar-me se precisava de ajuda. Acho um máximo. Mesmo. Só um país extremamente educado como este poderia ser assim… A paisagem é super agradável. Tudo parece ter sido construído com ponderação. Sabemos onde e porquê. As coisas não aparecem por obra do acaso como em Portugal onde se constroem casas e cafés em todos os buracos mesmo que possam destruir arquitectonicamente toda a àrea. Na segunda, quando fui ao jantar de grupo, logo na entrada do restaurante pediram-nos para deixar os casacos à entrada num armário comum. Foi uma sensação muito estranha. Qualquer indivíduo podia simplesmente pegar num casaco que não fosse seu e desaparecer… Claro que num país civilizado esse risco é tão diminuto que nem se coloca essa questão. É confiar e tudo corre bem! Voltei para casa estafado. Cansado mesmo. Tomei um duche rejuvenescedor. Daqui a pouco vou jantar qualquer coisa. Provavelmente uma sandes! Depois vou dar uma volta pela cidade, de novo. Não é que seja maravilhosa mas de cada vez que passo, vejo coisas novas e talvez fique a gostar mais dela agora que vou andar sozinho. Este meu espírito solitário e muito exigente com as companhias faz com que muitas vezes me sinta estranho. Um estrangeiro. No fim acabo sempre por pensar: espera aí, eu sou mesmo um estrangeiro nesta terra de Vikings e de deuses pagãos!

 

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