Assim se passam os dias entre angústias encobertas e gente acéfala

Sinto uma náusea tão grande quanto a angústia que me tem perseguido nos últimos dias. Não sei ao que vem ou ao que vai. Apenas sei que a sinto como uma presença omnipotente na minha Vida. Tudo anda devagar… e eu não tenho tempo para esperar. Se há motivo não sei. Se calhar tudo não passa de um desabafo da alma sobre o meu corpo. Estes meses têm sido muito stressantes e a minha aparente calma contrasta com o turbilhão de responsabilidades e coisas menos boas. Ando farto de gente má e mesquinha. Ando farto de ver as notícias, de ler os jornais e ouvir as mesmas histórias com outros intervenientes. E tudo me cansa… A maldade de gente que se faz de boa, a bondade de gente que sei ser má! Subtilezas de quem quer viver e ambiciona muito mais do que pode. Exigências dos nossos dias e que não se encaixam em mim… Fico a imaginar como seria bom se todos fôssemos incapazes de manter segredos. Se todos falassem a verdade ainda que pensassem a mentira… Tem dias em que me apetece desistir de tudo. Começar uma vida nova e remendar o que não tem emenda possível… Livrar-me dos acéfalos parasitários que de vez em quando se chegam à minha vida sem que eu queira. Ando assim. Com o espírito cansado e alma gasta… Há muito barulho e pouca clareza. Não há alturas más para recordar coisas já perdidas no tempo, todas as alturas são más. Mas esta é péssima. Há alguma ansiedade, muito trabalho e um mal-estar que chega a ser físico. Quero estar sozinho no meu canto. Jogar-me no chão, rasgar as páginas de livros, partir a loiça e descontrolar-me. É no caos que nascem as estrelas, que se fazem universos e se criam as mais brilhantes ideias. Preciso de uma. Neste momento não existe um plano B para a minha vida. Arrisquei talvez demasiado. E há uma certa conjuntura que me coloca muitas interrogações. Não posso viver do ar. Não posso dar-me ao luxo de ter uma irmã doente ou deixar de receber o meu ordenado e depender de terceiros. Tenho poupanças para uns tempos largos mas há sempre percalços que não conseguimos evitar. E nestas alturas de indecisão há tanto para decidir. Tanto para manter a cabeça ocupada quando o que queremos é tê-la vazia e não pensar em nada. Assim se passam os dias entre angústias encobertas e gente acéfala…
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