Abrir o saco preto, e incinerar…

O trabalho parece um pouco estagnado. Mas eu continuo
atento. Nos últimos dias tenho andado um pouco cansado não apenas pelo trabalho
que não se faz mas especialmente pelo trabalho que não me deixam fazer. Convenço-me
de que existem na cabeça das pessoas fantasmas cada vez mais reais que afectam
o seu raciocínio. Não há pior que ver dinheiro dos contribuintes ser mal gasto.
Apetece-me desancar em tudo e em todos que na área das ciências apenas se
preocupam com o seu ‘poiso’. Vivem obcecados pela busca de um lugar na
faculdade e fazem disso o seu objectivo único. E a ciência? E o avanço do
conhecimento? Ganham-se milhares de euros em projectos que nunca darão uma única
publicação ou um contributo realmente relevante para a ciência. Gasta-se o
dinheiro em aparelhos que aparentemente ninguém vai usar. No meio de tanta
incompetência, e porque quem tem olho em terra de cegos é rei, há uns
tipicamente portugueses Chico-espertos que guardam para seu uso exclusivo alguns
desses aparelhos. Acontecerá em todo o lado? Duvido… Coimbra é um covil de
cobras venenosas que mordem, perseguem e revestem-se de uma pele de cores
atractivas. Escondem-se por detrás de um sorriso aparente ou de uma simpatia
dissimulada. Em todo o lado há gente assim mas dificilmente haverá universidade
no mundo onde a promiscuidade familiar e afectiva seja tão evidente. São os
pais, os tios, os primos, os sobrinhos, as mulheres, os filhos, os conhecidos
de conhecidos e por aí adiante. Há sempre o “Factor C” a minar a competência e
a vontade de trabalhar mas enjoa-me. Enoja-me ter de trabalhar com pessoas tão incompetentes.
Apetece-me abrir o saco do lixo. Um daqueles sacos pretos enormes onde possa
caber mais de 80 % das pessoas com quem me cruzo. Não contente, não os enviaria
jamais para outro planeta ou para uma lixeira pública onde pudessem misturar-se
com o lixo normal. O melhor é incinerar esta gente para que da sua presença
reste apenas uma vaga memória que se apague no tempo… Hoje fico-me por aqui.
Engulo o vómito a seco mas não esqueço que jamais parasitei ou parasitarei
alguém. As lições de humildade que a vida me deu não pretendo nunca esquecer.
Melhor morrer que torna-me num deles…

 

Marco

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