Acabou a Era do Pensamento e do Conhecimento

Existem coisas na vida que até Deus duvida. Principalmente
na Vida dos Homens. As pessoas são cada vez mais cruéis e egoístas. Vi hoje um
filme sobre o Uganda. Já não é recente e até valeu um Óscar de melhor actor. Não
me ficou o desempenho do actor mas a história em si. África está cheia de
tragédias e, não raras vezes, é o seu próprio povo o responsável por tamanha
desgraça. Vivem ainda presos a um passado de obscuridade e subdesenvolvimento
em que reina o terror e a filosofia é: salve-se quem puder. Vivem na tentativa
de ver um pouco mais que os outros pois em terra de cegos, quem tem olho é rei.
E todos querem ser reis. Não abunda quem queira realmente ajudar o país e toda
uma raça parece não ter emenda. Mas não se pense que eu os acho incapazes ou inferiores.
Na realidade apenas penso nos anos de atraso civilizacional a que foram
sujeitos. Anos de vida tribal, escravidão e, ainda hoje, analfabetização. E
esse é o segredo. Tudo se resume à falta de inteligência. Não a inata, porque
aquele povo será tão ou mais inteligente que qualquer outro, mas a que se
aprende nas escolas, nos livros e durante o crescimento. África necessita de
alfabetização como de água para sobreviver. Só o conhecimento e o
desenvolvimento intelectual generalizado pode salvar todos aqueles países que
ano após ano resistem a massacres, a lapidação do património e das riquezas e a
hediondos crimes contra a Humanidade. Tudo feito por gente de longe que se
aproxima de olho grande ou por gente da própria raça que associa ambição e
loucura a uma visão virada unicamente ao seu umbigo. A salvação de África é a
educação, as escolas e não dinheiro ou apoio em géneros. Essas são soluções
provisórias. Enviar dinheiro ou alimentos pode ser até um incentivo a quem se
esconde por detrás da aparente submissão para chegar à cadeira do poder. Leia-se
nas entrelinhas da história que nenhum país conseguiu ser verdadeiramente
próspero enquanto o seu povo vive sem cultura. Até a China precisou educar
alguns milhões e esquecer a ‘revolução cultural’ para colher dividendos. Em
pleno século XXI continuamos a discutir ajudas humanitárias e a esquecer as
questões realmente importantes. Talvez seja por, cada vez mais, existir um
clima de repressão educacional no Ocidente. Portugal incluído, definitivamente.
Um povo com uma educação de plástico, que dura enquanto é precisa, é um país
facilmente controlado. Será por isso que os governos tendem para a facilitação
e a menor exigência académica? Será por isso que os jovens dos países
ocidentais estão cada vez menos preparados para pensar? A mim não me restam
dúvidas. Acabou a Era do pensamento e do conhecimento. Que não se pense.
Cola-se um número na testa, e segue-se o rebanho… De quando em vez alguém se
tresmalha e escapa. E das duas uma: ou ambiciona o poder e deixa-se corromper
ou fica ali, parado, simplesmente a olhar para registar o que falhou e porque
falhou…

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