‘ Quase nada… ‘

Passa de cabeça levantada, passo apressado e sem medo de nada. Olha em frente, levanta os olhos do chão e recusa ver quem passa ao lado. Tem mão firme, não treme na voz e de braços erguidos segue desbravando o caminho.. Não vira a cara a uma boa luta, não foge e as pernas não tremem mesmo quando tudo desmorona devagar e o ar falta. Tem ar altivo e de quem sabe onde vai e o que quer. Tem só certezas e afasta-se das dúvidas sem duvidar. Todo o seu porte se agiganta quando fala. Coloca tudo atrás das costas e é a luz que indica o caminho…
Sofre em silêncio. Sente por dentro um turbilhão de emoções. Refugia-se no silêncio por ser mais fácil controlar tudo o que corrói por dentro e faz doer… Baixa os olhos na solidão e também vê o chão. O mesmo chão que pisa e sente a tremura do corpo quando o medo escapa por entre pedaços de sola de sapato e o calcanhar. As mãos tremem mais do que aparentam. Os olhos lacrimejam muito. Até demais. E a pele arrepia-se metade do tempo que dura o dia. Há pureza no seu rosto e muito amor para dar. Ama como poucos, sente como poucos mas protege-se do mundo. Não lamenta quase nada…
E eu também não, quase nada…

                               Beijo

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