‘ Essa é a cor da luz que me guia… ‘

Hoje estou completamente apático. Não consigo fazer absolutamente nada que não seja pensar. E isso esgota-me. Cansa-me muito mais que correr quilómetros abstraído do que realmente interessa: a Vida. Não estou nostálgico ou triste. Apenas cansado e desmotivado. É nestes momentos que preciso de ler Sophia de Mello Breyner: ‘Apesar das ruínas e da morte, a força dos meus sonhos é tão forte, que de tudo renasce a exaltação, e as minhas mãos nunca estão vazias’…
 De facto, sou um Ser estranho. Preciso destes momentos menos positivos, mais desgastantes para dar um salto e ultrapassar as minhas próprias barreiras. Gosto de sentir um desafio e transpôr os limites que tentam impingir-me. E tudo fica bem, melhor que antes quando penso muito. E este tempo a sós, envolto nas minhas coisas e na minha Vida, nestes momentos de puro egoísmo eu encontro aquela motivação que fugia por entre os dedos e a apatia afasta-se deixando-me realmente livre das coisas que me prendem…
Hoje é um dia menos bom, mas é completamente irreal pensar que estes dias acabam ou não existem. Nada é mais natural que eles irem e virem. Não me assustam estes dias como não me assusta esta falta de motivação. Um destes dias vou acordar ela lá estará a olhar para mim com aqueles olhos esverdeados por entre a fresta da porta do quarto. E porquê esses olhos esverdeados? Simplesmente porque esses são os olhos que me motivam e essa é a cor da luz que me guia por estes dias difíceis onde tudo parece escuro à minha volta…
Volto ao trabalho, rodeado de dúvidas… Mas um dia, não muito longe, terei só certezas porque é delas que se gere a minha Vida. E não me prendo a dúvidas muito tempo,… Eu gosto é de certezas… E tenho a certeza que amanha estarei mais motivado. E tenho a certeza de que amanha estarei mais apaixonado pelas pessoa e até por mim. Ao contrário da maioria das pessoas, não tenho qualquer falta de auto-estima ou amor próprio (a não ser em espaços muito curtos de tempo, como hoje). E assim, me vou construindo  a ouro e sedas (esta metáfora do Fernando Pessoa diz tudo sobre o que quero para a minha vida)
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